Brasil recebe a Copa do Mundo de Rugby

26/10/2012
Brasil recebe a Copa do Mundo de Rugby

A copa do mundo de rugby será exposta durante a partida Brasil x Paraguai, valido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de Rugby 2015.

 

 

O test será disputado neste sábado 27, ás 13h30m no Clube Nacional, em SP. E terá transmisão ao vivo pela SporTV.



Do que ela é feita?


Construída em prata, com cobertura de ouro, mede 50 centímetros de altura e tem aproximadamente 2 quilos de peso. Feita em 1906 na casa de jóias Garrads, de Londres, na realidade é uma réplica de uma copa criada em 1730 pelo famoso joalheiro francês Paul de Lamerie.

Inicialmente concebida como peça decorativa para a nobreza inglesa, passou por diversas casas vitorianas da Inglaterra, e o destino fez que retorne ao seu lugar de origem. Quando os donos decidem vende-la, e a casa Garrads a adquire em 1987.

Nessa mesma época, os organizadores da primeira copa do mundo de rugby estavam a procura de um troféu para a competição. Não demorou em ser escolhida pelo Presidente da RWC e o Secretário da IRB. O casamento com o rugby estava selado.



1987 - Na terra do Haka


Os primeiros em conquistar a Copa foram os All Blacks, no mundial organizado na Nova Zelândia. Muitos acreditavam que permaneceria por lá por muitas edições, mas curiosamente só voltou a ser erguida pelos homens de preto quando os kiwis receberam novamente a competição, em 2011.


A primeira edição da World Rugby Cup foi em 1987, um evento pequeno se comparado com as proporções atuais do certame. Foi pouco divulgada, mas gerou muita difusão posterior, aconteceu numa época em que disputavam-se poucas copas, mas o seu legado foi importante: surgiram a Heineken Cup, 5 Nations (depois 6), o Super Rugby e varias outras. 

Alguns especialistas apontam á Webb Ellis Cup como responsável pelo ponta-pé inicial do movimento que levou ao profissionalismo.


 O sucesso daquela primeira edição, passou longe da receita gerada, e sim pela competitividade que despertou, o que levou ás seleções a uma nova fase de preparo.



1991 - Hemisfério norte x Hemisfério sul


Na segunda vez que entrou em disputa, a copa teve a particularidade de ser disputada em 5 paises: Inglaterra, Irlanda, Escócia, Gales, e França. Os participantes do denominado 5 Nations daquela época. Os candidatos eram os All Blacks, mas os européus pareciam dispostos a fazer tudo para deixar a copa no velho continente.

Finalmente vencida pela Austrália, a Rainha Isabel entregou a copa para Nick Farr-Jones, o capitão dos Wallabies. Nela, os aussies beberam muita cerveja, e a apelidaram de “Bill”.


1995 - Instrumento de inclusão social


Depois da nefasta política social sofrida pela África do Sul, a Copa do Mundo transforma-se numa ferramenta de mudança na sociedade, que acabou com um Nelson Mandela dando uma lição de civismo que marcou a história. Algo do que o rugby orgulha-se muito de ter sido participe.

No surgimento do grande Jonah Lomu, a copa acabou sendo erguida pelo Francois Pienaar, capitão Springbok, numa cena que acabou retratada no filme Invictus, de Clint Eastwood.



1999 - Retorno á Europa


Em Gales a história repetia favoritos e o rugby contrariava apostadores, “again”. 

Os candidatos eram os All Blacks, o passo pela semi-final o seu carrasco, e a Rainha entregando a copa novamente aos australianos.

Naquela época os Wallabies atravessaram uma fase onde conquistaram tudo o que disputaram. Nas vitrinas da Australian Rugby Union a Copa ficou muito bem acompanhada.



2003 - Do Hemisfério sul para o Hemisfério norte


Organizada pela Austrália, a viagem continental iria tomar o caminho inverso. Pela primeira vez seria erguida por um selecionado europeu.

Aquela copa teve um herói: Jonny Wilkinson. O exímio chutador inglês foi vital para a conquista da Inglaterra. Sendo até merecedor de uma estátua, e coreógrafo da postura de chute mais famosa do mundo.

No retorno, o XV da rosa arribou ás 5 AM no aeroporto, onde era esperada por centos de miles de fanáticos. No percurso feito pelas ruas de Londres, foi celebrada por mais de 1 milhão de pessoas. Ainda teve passagem pelo Palácio de Buckingham para visitar a Rainha Isabel, tal vez a pessoa que mais tenha segurado em mãos a copa, em campanhía de um capitão campeão do mundo. 



2007 - Despertador Puma tocando no Brasil


A copa celebrada na França e vencida pelos Springboks serviram para atrair muitos dos atuais jogadores brasileiros. A “nova guarda” certamente foi influenciada pela ampla divulgação do evento. E cabe ser recordada também pelos Pumas de bronze, coração de ouro. Na melhor participação argentina em mundiais, o gigante brasileiro acordava para o rugby.

Nesta edição, a copa já era a terceira maior audiência mundial da TV, e os números do mundial se equipararam com os do mundial de futebol também organizado pela França em 1998.



2011 - O rugby no seu Éden


Uma copa visualmente impactante, a cada execução do Haka na terra dos Maoris, a plateia se estremecia. O rugby na sua génesis.

Os All Blacks conseguem novamente vencer a Webb Ellis Cup após uma brutal demonstração de fortaleza física, com a técnica de sempre.

A ultima edição da copa foi um verdadeiro sucesso de bilheterias. Os organizadores investiram U$310 milhões, conseguindo arrecadar U$230 milhões somente na venda de tickets. O ROI de marketing superou os U$400 milhões em todo conceito.



2012 - Brasil


A honrosa visita obedece a uma política do IRB, de acompanhar a primeira e as mais importantes partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo de Rugby.

A copa também transita diversos países em eventos, correspondentes a uma campanha de marketing da Heineken.


Esta visita não será a última, a esperamos nas próximas eliminatórias para os mundiais. Mas o principal convite para retornar foi feito pelo Presidente da CBRu, Sami Arap, ao anunciar a candidatura do Brasil para organizar as edições de 2023 e 2027.


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