Jogando rugby na Austrália

21/01/2014
Jogando rugby na Austrália

Em mais uma de nossas matérias sobre brasileiros apaixonados por rugby, conversamos com Lucas Zandoná, o Lucão, mais um dos nossos atletas que se aventurou em terras estrangeiras para aprender sobre o rugby na Austrália.




Lucas viveu a mesma experiência da maioria dos brasileiros no primeiro contato com o esporte, demorou um certo tempo para entende-lo, e após, acabou se apaixonando, como todos nós, apaixonados por rugby.

- Começou em qual equipe?
- Comecei jogando pelo Serra Rugby Clube, de Caxias do Sul - RS.

 

 


- Como aconteceu a oportunidade de viajar para a Australia?
- Sempre foi um sonho fazer um intercâmbio, felizmente pude juntar o rugby com a prática do inglês e a viabilidade de trabalhar no país para me manter, coisas que os Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia ficam devendo em relação à Austrália.

 

- É a sua primeira experiência fora do Brasil?
- Na verdade, já tive algumas experiências internacionais em diferentes níveis. Joguei com a seleção Gaúcha M19, no Uruguai. Joguei pela seleção Brasileira M19 alguns amistosos na Argentina e o Sul Americano no Paraguai, e também já defendi um clube Argentino, o Tala Rugby, de Córdoba, por um curto período de tempo em 2011.

 



- Você é atleta de qual equipe na Australia?
- Na Austrália jogo pelo Melbourne Unicorns (http://www.melbournerugby.com.au). Joguei pelo time M20, e fiz um período de treinos com o segundo e primeiro time adultos.


- Como é a rotina do clube (treinos/jogos/reuniões/terceiro tempo)?
- Os treinos ocorrem no tradicional sistema, terças e quintas, com os jogos ocorrendo nos sábados. A Austrália não tem cultura de Terceiro Tempo, então quase não há interação no pós jogo. Mas não são raros os eventos feitos pelo clube para interação dos atletas e arrecadação de fundos (geralmente são jantas que variam muito de preço, podendo chegar à AU$120 por pessoa, cerca de R$250,00).


- Houve alguma dificuldade na adaptação no clube?
Nas primeiras semanas o inglês foi um pouco chato, até pela presença massiva de Kiwis, o que dificultava muito o entendimento da língua (o sotaque é muito forte e diferente), mas com o passar do tempo foi ficando mais fácil. Outra barreira foi a duração da temporada, de pouco mais de quatro meses, se somada a pré-temporada, são quase seis meses (isso ocorre porque a Austrália tem muitos esportes nacionais, como o Futebol Australiano e o Cricket, somados ao Rugby Union, Rugby League e Futebol, o que gera a necessidade de divisão do ano), então quando estava realmente adaptado ao modo que o jogo corre, os jogos e treinos acabaram.


 

- Como é o ambiente dentro do clube? Quais são as suas expectativas?
- O ambiente é tranquilo, todas as categorias convivem bem, sem rixas. Muitas vezes até se divide o campo, para realização de treinos com o preparador físico do Melbourne Rebels, que joga o Super Rugby. Existem até brincadeiras pela grande quantidade de estrangeiros. Por exemplo, esse ano os Lions jogaram contra os Wallabies em Melbourne, e o nosso clube realizou um amistoso entre os atletas vindos do Reino Unido contra os atletas nascidos na Austrália. O jogo foi nomeado British and Irish Liars (Britânicos e Irlandeses "mentirosos") vs Wannabes ("os que querem ser"). Em relação às expectativas, espero conseguir colocar em prática todas as pequenas coisas que aprendi, e que fazem toda a diferença em campo.

 

- Pretende voltar para o Brasil?
- Sim, estou voltando para o Brasil já em março e tenho vontade de voltar ao Serra Rugby para a disputa do campeonato Gaúcho 2014.


-O que você pode trazer de mais importante da cultura rugby para cá?
- Levo comigo uma nova visão de trabalho, foco e ritmo muito mais intensos dentro de campo para maximizar as chances de obter sucesso em cada situação. Também enxergo a necessidade de estar sempre evoluindo no preparo físico. O que  também vou levar é a vontade de assistir mais jogos de grande nível, em estádios modernos com milhares de pessoas e jogadores de diversas seleções (tive a oportunidade de ver os Chiefs, que são os atuais bicampeões do Super Rugby, os Sprinkboks, Bryan Habana, Gio Aplon, Eben Etzebeth, Jean De Villiers, os Wallabies, Scott Higginbotham, James O'Connor, Kurtley Beale, Israel Folau, Berrick Barnes, Adam Ashely-Cooper, Michael Hooper entre outros grandes jogadores das ilhas do pacífico), além do contato com atletas profissionais do Super Rugby, que vão passar à frequentar os treinos dos clubes semanalmente na próxima temporada.
 


Se você conhece mais atletas brasileiros que já foram, ou estão, em outros países para participar de equipes de rugby, entre em contato com o blog O Rugby, e nos mande o contato. Sua participação é sempre bem vinda.
 O Rugby - o blog dos apaixonados por rugby.

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