O cartaz que percorreu o mundo

23/07/2014
O cartaz que percorreu o mundo

Lembra dessa foto?

Uma mensagem do rugby brasileiro que percorreu o mundo em pleno mundial de futebol.

Conversamos com o autor da placa, ele chama-se Otavio Martins e mora na Austrália. Conheça a sua história.

- Como surgiu a idéia do cartaz?

Sabia que o Martoni iria transmitir o jogo ao vivo então resolvi fazer o cartaz e levar a bandeira porque era época da Copa e deu certo! Tem também uma foto deste dia na página dos Waratahs que o fotógrafo oficial do time tirou e postou na página do Facebook.

- Começou em qual equipe?

Comecei jogando na faculdade pela Politécnica USP, na época em que o time disputava somente os campeonatos universitários.  

- Como aconteceu a oportunidade de viajar para a Australia?

Minha esposa é enfermeira e existe uma grande demanda por profissionais dessa área aqui na Austrália. Ela recebeu uma proposta de emprego e então resolvemos nos mudar para cá.

- É a sua primeira experiência fora do Brasil?

Já viajei em férias mas é a primeira vez morando fora do Brasil por um longo período.

- Você joga por lá na Austrália? em algum clube?

Eu joguei em 2013 pelo Mosman Rugby Club mas no meio da temporada lesionei o ligamento cruzado e estou afastado até agora, mas estou sempre dando suporte aos times durante os jogos com água, levando "tee" para o chutador, etc.

 

- Como é a rotina do clube?

O time possui 5 “grades” ou times. Eles tem os times A/B/C/D/E além dos “Colts”, que são os jogadores até 21 anos e o time de veteranos (campeonato a parte). Para o campeonato, é importante pontuar em todos os Grades pois existe o campeão geral e o campeão de cada Grade.

Os treinos são todas terças e quintas a noite. Tem o treino geral físico e depois um treino técnico, com algumas estações de fundamentos com os times separados pelos grades.

Os jogos do campeonato regional de New South Wales, no qual o Mosman participa, começam em abril e vão até final de agosto, com as finais em setembro. Fora desse período, eles costumam fazer tours para disputar alguns torneios de verão no Havaí, Fiji, EUA, etc.

Existem as reuniões administrativas mas acontecem encontros dos jogadores todo final de semana. O pessoal do time tem muita afinidade, pois como muitos começaram jogando juntos desde 5 ou 6 anos de idade, alguns são amigos a mais de 20 anos. 

 

O terceiro tempo acontece na “Club House” ou “Whale House” pois o apelido do time  que é um salão, com bar, cozinha,  banheiros, sala de troféus e área de conveniência no próprio campo onde jogamos que fica acima das arquibancadas e possui uma vista privilegiada de todo o campo.

- Como foi a adaptação no clube?

Eu fui muito bem recebido pelos jogadores. Como os conheci em Novembro, a temporada já tinha acabado mas eles organizavam jogos de Touch na praia e foi bem legal para voltar a forma física. Entretanto, como estava um longo tempo sem jogar então tive que me readaptar ao ritmo de jogo, que é bem mais rápido do que da época que eu jogava, mesmo fazendo parte do 5th Grade (Time E).

 

- Como vive o rugby um australiano?

O australiano ainda tem enraizada a cultura do Rugby League. Vou dar um exemplo que vai ficar bem mais fácil de entender: No Rugby Union, no estado de de New South Wales temos apenas os Waratahas e toda a Austrália tem os outros 4 times que disputam o Super Rugby. No Rugby League o estado tem 10 times, dos 16 que disputam o campeonato, sendo apenas um time da Nova Zelândia. Eles são bem fanáticos e prestigiam bastante. O legal disso é que o time faz vários eventos para a garotada (entrar em campo, fotos com o jogadores depois do jogo, etc.) para criar essa relação de amor pelo time, o que achei bem legal.

 

- Sobre a cultura do rugby, o que poderíamos imitar dos aussies no Brasil?

A principal coisa que eu vejo a ser copiada dos australianos é começar o trabalho de base bem cedo (aqui as crianças começam com 5-6 anos). Mesmo tendo “poucos” times profissionais, os times amadores (de League e Union) são muitos e em todas as escolas e bairros, além de existe o intercâmbio de jogadores entre eles (um exemplo é o full back Israel Folau que já jogou os 2 rugbies e o Futebol Australiano).

Outra coisa é o envolvimento (mesmo não sendo jogador). Aqui começa com os pais sendo voluntários nas atividades esportivas dos filhos, o que cria uma cultura esportiva e forma técnicos, árbitros, dirigentes, etc.

No Brasil, dificilmente as pessoas se envolvem tanto nas atividades esportivas, deixando a cargo somente do professor ou treinador essa tarefa (sei que o Rugby é um pouco diferente mas também acontece). Um exemplo é que eu não estou jogando devido a lesão mas o presidente e o capitão do time me disseram: “Não deixe de aparecer durante os jogos e quando você estiver podendo correr, apareça para ajudar o pessoal, com água, organizar o uniforme, os equipamentos, etc. A gente precisa de você!”

 

Confira na facepage dos Waratahs a foto do Otavio: facebook.com/waratahs

Neste sábado 26/7, os Waratahs enfrentam no clássico australiano aos Brumbies, valendo a passagem para a grande final do Super Rugby 2014, e Otavio avisa que estará presente com mais uma placa nas arquibancadas.

Para quem quiser conhecer um pouco mais, este é o site do clube onde o Otavio joga e que tão bem recepcionou um rugbier brasileiro:

 www.facebook.com/MosmanRugby

 http://www.mosmanrugby.com.au/

 

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