Richie McCaw anuncia a retirada

19/11/2015

Capitão da Nova Zelândia deixa o rugby aos 34 anos, depois de 15 anos de trajetória.

McCaw é unanimemente considerado um dos melhores jogadores da história.

O neozelandês Richie McCaw, capitão da seleção campeã do Mundo em 2011 e 2015, anunciou a retirada imediata de toda a competição, aos 34 anos, quando ainda tinha mais um ano de contrato com os Crussaders.

 

Com esta decisão, um dia após a morte do Jonah Lomu, o 34 x 17 da final da Copa do Mundo frente aos Wallabies, foi o último jogo do grande Richie McCaw.

O capitão dos All Blacks deixa assim o rugby, com o recorde de internacionalizações fixado em 148 jogos, 110 deles como capitão. 

O saldo foi claramente positivo: 131 vitórias, 15 derrotas e dois empates. Disputou 22 jogos do Campeonato do Mundo, ganhou dois títulos Mundiais.

Eleito pelo IRB melhor jogador do planeta 3 vezes, Richie foi o primeiro All Black a completar 100 jogos pelo selecionado (em 2011).

 

Com 88,5% de vitórias pelos All Blacks, somente sofreu derrotas para 4 paises: África do Sul, Austrália, Inglaterra e França.

Foram heróis: 5 anos da vitória da Seleção Gaúcha de Rugby no Uruguai

06/11/2015
Foram heróis: 5 anos da vitória da Seleção Gaúcha de Rugby no Uruguai

No dia 06 de novembro de 2010, a Seleção Gaúcha de Rugby vencia a Seleção Uruguaia Desenvolvimento, da URU, em Montevidéu. 

Conformada por jovens jogadores do incipiente rugby gaúcho, e no tradicionalíssimo campo Nº1 do Carrasco Polo (antiga casa dos Teros), os gaúchos venceram por 20 a 16 numa épica batalha. 

No 5º aniversário da histórica conquista, conversamos com alguns dos protagonistas desta história.

 

-Tenho ótimas lembranças daquela época, começa dizendo Leonardo Scopel, do Farrapos. Tivemos muitos treinos e encaramos com bastante dedicação, o grupo era muito unido.

-Sim! nem se fala! foi uma experiencia muito bonita, acrescenta Victor Rivadeneira, o “Vitin”, que foi o treinador da equipe.

Nesse momento se soma o Daniel Loureiro, “Blanquito” do Charrua, e comenta: -Tenho muitas lembranças da época, particularmente tinha sido uma temporada dura, pois vinha de uma lesão que tive em 2009.

Naquele ano tivemos a Copa do Brasil buscando subir para a 1a Divisão. O Charrua e Farrapos travaram batalhas duríssimas no CGR, inclusive na final. E os jogos com San Diego também foram duros, mais ainda a Semi-Final do CGR sendo decidido na prorrogação.

 

No final da temporada, surgiram boatos que depois se confirmaram, de que a FGR formaria uma Seleção Estadual. A organização dessa Seleção estava sendo liderada pelo então Presidente, Jorge Silvestrini.

Bom, alguns dias depois, surgiu uma lista de convocados para a seleção, basicamente a lista era composta em sua maioria por jogadores do Farrapos, Charrua e San Diego, mas também contava com jogadores do Serra, Novo Hamburgo, Antíqua, Fronteira Sul e outros clubes do estado. Eu estava na lista, felizmente.

Os primeiros treinos aconteceram na ESEF/UFRGS, onde fizemos diversos e intermináveis, testes físicos. 

Depois disso passamos a nos encontrar nos finais de semana (Sexta à noite, e Sábado/Domingo o dia inteiro), em diversas cidades: Bento, Caxias, Flores da Cunha, Porto Alegre...e quem participou sabe o quão cansativo eram os treinos do Vitinho.

O grupo, no início bem numeroso, foi diminuindo, e nos unimos muito, aos poucos nos conhecíamos melhor. Em um dos treinos, o treinador resolveu escolher o Capitão e o Sub-Capitão do grupo, fui escolhido para ser o Capitão, enquanto o Mika, foi escolhido o Sub.

 

Agora, o Nahuel Silvestrini, do San Diego segue o relato e conta:

-Se tem uma lembrança que ficou na memória foi a diferença entre o 1º dia de treino e o ultimo. No começo os grupos estavam todos separados, por um lado o pessoal da capital, por outro o pessoal de Bento, outro do Serra… Foi muito legal ver que no ultimo treino todos éramos um grande grupo e estávamos todos juntos na mesma mesa.

-Antes da Gira, qual era a expectativa?

-Scopel: A expectativa sempre foi alta, ainda mais com o empenho de todos. Treinamos muito para esses jogos, acho que isso fez a diferença.

-Blanquito: Tínhamos um objetivo principal que era jogar. Durante os treinamentos o Vitin falava muito sobre VENCER os jogos, acho que no início não pensávamos muito em ganhar ou perder, íamos jogar. E sinceramente, nós brasileiros, mais ainda nessa época, já estávamos acostumados a jogar com Uruguaios e Argentinos e disfrutar do jogo, porque a verdade é que muito dificilmente um time brasileiro vencia uma partida. Mas de tanto que o treinador falava sobre isso, acho que no fundo, começamos a acreditar que até podíamos vencer.

-Nahuel: Ninguém sabia como estávamos a nível rugbístico, sabíamos que éramos um time forte, principalmente no scrum e line.  Bons ball carriers nas linhas, mas não tínhamos nem idéia com o que íamos nos encontrar no dia do jogo.

-Lembram o que falaram antes do grito de guerra, como se motivaram?

-Blanquito: Foi algo relacionado à representar nosso Rugby, nosso Estado, nosso País e nós mesmos. Realmente tínhamos formado um time, acredito que vários ali nunca tinham treinado tanto e em condições tão adversas quanto naquelas semanas que antecederam a viagem: frio, calor, fome, muitos quilômetros percorridos, foi duro. 

O cenário com cara de Test Match Internacional, também fez com que o pessoal percebesse que não era qualquer jogo, e eu lembro de ter falado sobre isso.

Tinha muita gente na arquibancada, um pessoal realmente antigo do rugby, no campo principal do Carrasco Polo. O campo tava todo arrumado, a Seleção Uruguaia tinha um Staff todo organizado, estavam bem vestidos e o time deles tinha todo um suporte com jeito de 'profissional', acho que isso acordou a galera, e nem foi preciso falar tanto.

-Nahuel: A motivação veio quando chegamos no Carrasco Pólo e ninguém se importou com a gente, comemos tarde, nos deram um vestuário tarde, tudo muito displicente, então a gente se juntou no H e falou algo sobre isso.

 

-Qual foi a primeira sensação uma vez que começou a partida?

-Scopel: Quando começou a partida nós estávamos muito nervosos e era um jogo de mais contato físico, os Uruguaios não queriam perder de modo algum. 

-Blanquito: Logo que entra em campo e se prepara para o kick-off, você observa o time adversário, jeito que se posicionam, quem é o abertura, quem são os pilares, e obviamente, analisa o tamanho dos adversários.

No início da partida, o que deu para perceber era que eles eram mais velozes, o jogo deles era mais rápido e com certeza eles tinham mais técnica. Os passes longos, rápidos e certeiros, o lançamento no line-out era bem 'redondo', sempre no último elevador e sem nenhuma chance de contestar. Sim, eles eram tecnicamente melhores, e tinham um estilo de jogo bem completo, variavam bastante o jogo com os gordos e com a linha.

-Nahuel: Se tem algo engraçado foi a diferença no tratamento que os uruguaios nos deram no começo e final do jogo. Fui tackleado nos primeiros minutos e um deles chegou em mim, me deu a mão falou "todo bien?" e continuamos o jogo. Nos últimos minutos a situação tinha mudado completamente. Acho que eles pensaram que ia ser uma vitória fácil e foi uma derrota pra brasileiros, o que com certeza foi vergonhoso pra eles. 

 

-Jogo parelho, e faltando 10 minutos tem um penal a favor, mas estavam a mais de 40m do ingoal: o que fizeram?

-Scopel: Olha, esse lance me lembro até hoje. Conseguimos o penal, e o jogo estava muito equilibrado: 17 a 16, olhei e senti que conseguiria acertar o penal. Falei para os capitães Mika e Blanquito, que gostaria de chutar. Houve uma grande indecisão, mas o Blanquito permitiu que eu chutasse. E foi isso que aconteceu, acertei um belo penal e conseguimos sair vitoriosos.

-Blanquito: Cara, eu tb lembro disso. Uma galera queria ir pro line, eu estava "cansadaço", e o time também, os gordos principalmente. 

E eu realmente achava que o Scopel poderia acertar e ele tava pilhadão, daí disse "Vamo chutá", e no fundo pensei que se não entrar, tomara que saia no fundo, senão ia ser uma correria da porr@!!! Hehehe.

 

-Tinham noção do que estavam fazendo?

-Nahuel: Para falar a verdade não lembro dos últimos 5 minutos do jogo. Só recordo o Seba Rivadeneira entrando no campo e dizendo "vocês estão muito bem, continuem assim".

-Blanquito: Olha, me recordo que quando viramos o placar, já nos últimos 20 minutos, começamos a sofrer muita pressão em nossas 22, eles insistiam no ataque e não chutavam. Discutiam muito entre eles. Então, já nos últimos 10 minutos, ao invés deles nos pressionarem, o jogo ficou numa zona intermediária e com mais posse de bola para a gente, acho que foi aí que realmente percebi que poderíamos vencer. 

—Scopel: Após o apito final acho que caiu a ficha de todo mundo, desde o pessoal que estava na torcida e não acreditava na nossa vitória, até os próprios jogadores. Foi um jogo muito especial para o grupo.

 

-Voltaram a ver algum desses uruguaios depois daquele jogo? 

-Nahuel: Nunca, acho que a vergonha foi demais, hehehe.

-Scopel: Sim, alguns desses jogadores hoje estão nos Teros, então os acabo vendo jogando pela seleção do seu país.

 

-O que foi que ficou depois daquela Gira? qual a lembrança hoje?

-Scopel: Muitas lembranças boas, ótimas histórias e um jogo inesquecível para o nosso Estado, a onde poucos achavam que sairíamos vitoriosos.

-Blanquito: Acho que foi uma oportunidade de amadurecer os jogadores, com relação ao extra-campo, muito do relacionamento amistoso que tenho hoje em dia com muita gente que fez parte deste grupo, se deve à esse Selecionado.

-Nahuel: Ficou amizade entre os jogadores, mais importante que isso não tem.

 

Vitin, como Treinador, qual a sua mensagem:

-Que lhes estarei sempre agradecido a Jorge Silvestrini em primeiro lugar, ao pessoal da SulBack pelo apoio, e a todos os jogadores gaúchos que me deram essa grande oportunidade de poder compartilhar o esporte que tanto amamos. Fica o respeito e a amizade que se gerou com jogadores, staff, e todos os que apoiaram.

Me lembro também do Rodrigo Hleveina, outro importante suporte e facilitador daquela campanha. 

Passaram 5 anos, mas ainda lembro do abraço apertado ao acabar o jogo: parecia um grande scrum, onde cada um se expressou e foi muito emocionante. 

Espero que o legado continue eternamente, e que aprendamos que tudo é possível, com muito trabalho, sacrificado e sem egos. Tudo é possível. Acho que a partida mais importante que ganhamos foi essa: a união que construímos. Um abraço a todos que participaram daquela Seleção Gaúcha! Obrigado por tanto, e até sempre!

 

Depoimentos: 

Diego Costa, jogador do Serra RC e Farrapos RC:

"Foi uma honra poder representar o Rugby Rio-Grandense em solo uruguaio. Essa Seleção Gaúcha vai deixar muita saudade". 

 

João Paulo Mileski, editor de esportes do Jornal Serra Nossa:

"Foi um dos momentos mais marcantes da trajetória do rugby gaúcho”

 

Luis Eduardo Dos Santos, jogador do San Diego RC, atualmente jogando na Argentina:

A minha lembrança dessa gira é uma das melhores que tenho. Saímos do RS como um grupo de jogadores, onde, apenas nós sabíamos o que éramos capazes de fazer. Chegamos como anônimos, fomos tratados como anônimos e mostramos dentro das quatro linhas quem nós somos e a que viemos. 

Para mim, essa vitória na ”Gira Uruguay” foi o início da consolidação do RS como potência rugbística. Esta seleção, que foi construída com trabalho duro, garra, união e coragem, contou com a participação de jogadores dos diversos clubes do RS. Dela saíram grandes nomes do rugby gaúcho e nacional, referências em seus clubes, cidades e no país. Ela também no oportunizando interagir e fazer amizades que perduram até hoje.

Parafraseando o nosso Hino “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra”. 

 

Rodrigo Hleveina Dos Reis, Presidente do Charrua RC:

Para mim foi um grande orgulho fazer parte da Diretoria Executiva da FGR quando da criação das Seleções Gaúchas, em especial participar como manager da viagem ao Uruguai, onde pudemos colocar em prática os valores do rugby com um grupo tão heterogêneo como aquele. Que fique na nossa memória e que sirva de inspiração para as próximas gerações.

Jardel Vettorato, jogador do San Diego RC e dos Tupis:

A Seleção Gaúcha marcou o início da construção da identidade do rugby gaúcho. 

 

Jorge Silvestrini, primeiro Presidente da Federação Gaúcha de Rugby:

Foi um momento formidável da curta, porem, intensa historia do rugby do RGS. Ver os incipientes times gaúchos se juntarem para montar uma primeira seleção do ESTADO e consolidar esse projeto com a fantástica viagem a Montevidéu, ficara como lembrança inesquecível para todos os que participamos.

Sempre acreditei, e continuo convencido, que o desenvolvimento do rugby deve ser de dentro para fora, com os Estados da União como motores fundamentais para impulsar o crescimento. Nesse sentido as competições entre Estados ou mesmo, entre regiões do mesmo Estado, são uma ferramenta imprescindível para um desenvolvimento regional harmonioso e coletivo do esporte. 

Claro que para que um projeto vingue não somente se precisam boas ideias, mas também fazedores, o como se diz habitualmente, se precisam pianistas e carregadores de piano. Por tanto, o sucesso do mesmo foi graças à participação de diversas pessoas que apoiaram a ideia e se dedicaram prioritariamente à execução da mesma. Não posso deixar de mencionar o engajamento de pessoas como Vitin, Rodrigo, Aldo e de tantos outros (que evito mencionar para não cometer injustiças...). Sem todos eles nada teria acontecido! 

Faço votos que no futuro, projetos como aquele que envolveram a formação de seleções estaduais, voltem à agenda e se perpetuem para que o rugby no RGS continue crescendo e nossos jogadores sentam a honra de representá-lo.
 

Confira o vídeo clipe homenagem:

 

https://www.youtube.com/watch?v=ipEYobMASsM

 

 

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Rugby Book: Entendendo o rugby

05/11/2015
Rugby Book: Entendendo o rugby

20 infográficos para descomplicar o rugby.

Agrupamos e resumimos informações para entender o rugby de maneira simples e descontraida. Desde o surgimento da modalidade, que teria acontecido durante uma partida de futebol em 1823, passando pelas regras (que no rugby são denominadas Leis do Jogo), apresentando as entidades que regulam o esporte e organizam os principais campeonatos.

Analisamos situações de jogo, formas de pontuação no rugby, suas formações fixas e móveis, e quais as principais seleções de rugby mundial.

No Rugby Book você também encontrará informações sobre a Copa do Mundo de Rugby, o Super 8 - Campeonato Brasileiro de Rugby da 1a Divisão, e da Taça Tupi - Campeonato Brasileiro de Rugby da 2a Divisão.

Não podiamos deixar de fora uma das mais chamativas tradições do mmundo do rugby: o Haka, a dança tribal que os All Blacks realizam antes das suas partidas.

Torne-se mais um conhecedor do rugby. O esporte que mais cresce no Brasil. Descubra!
 
Link para baixar ou compartilhar os infográficos desde a nossa página no: Facebook.

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A punição da imprensa brasileira para o rugby

30/10/2015
A punição da imprensa brasileira para o rugby

 


Muitos brasileiros tal vez nem imaginam, mas a Copa do Mundo de Rugby está gerando números pra lá de interessantes:
-772.000.000 de tele-espectadores;
-£270.000.000 de patrocínios (R$1.606 milhões);
-£204.000.000 de ticketing (R$1.213 milhões).

Obs: os numeros foram divulgados na Assembléia Geral da World Rugby na semana passada, e postados no Twitter pelo Presidente da UAR.
 
Ok, perde para o mundial da FIFA sim. Para o Super Bowl também. Mas não é tão pequeno como a mídia tupiniquim conseguiu te fazer acreditar que é.


Nem vou mencionar os valores desse esporte, o respeito pelo adversário e pelo árbitro, e mais mil motivos. Mas pela grandeza que movimenta, não te dá uma curiosidade de conhecer? 


 

Não vou reclamar da imprensa, eu mesmo já enviei mais de 200 releases nestes anos e sou ciente do espaço disponível. 

Vou reflexionar sobre o que seria do Brasil se mais gente pudesse ter a chance de conhecer este esporte: fico imaginando o que seriam dos grandes talentos (Jardel VettoratoRaquel Cristina Kochhann, e tantos outros se tivessem tido a chance de conhecer o rugby mais cedo). Pelo biotipo brasileiro, seu DNA vencedor, e seu dom natural para esportes coletivos, quem diria, hoje poderiam estar nessa copa do mundo, sendo vistos por quase um bilhão de pessoas mundo afora.

O preço do Brasil ser Penta-Campeão foi pago pelo esporte amador.

O futebol quiça seja o esporte mais apaixonante do planeta, eu mesmo adoro. Mas gente, esporte é muito mais do que futebol.

Amanhã tem o maior clássico do mundo na final da Copa: Austrália x Nova Zelândia (os caras de preto que fazem a dança tribal antes do jogo). ESPN transmite ás 14h. 
Também tem a final do campeonato brasileiro, pela SporTV ás 19h. Fica a dica, (quase) todo mundo tá vendo.

 

Escrito por Aldo Tamagusuku.


Teria coragem de desafiar o HAKA?

24/10/2015
Teria coragem de desafiar o HAKA?

O Haka faz parte da rica cultura Maori e transformou-se num ícone representativo da Nova Zelândia. 

É praticado pelos All Blacks antes das suas partidas para evocar proteção ancestral, e ganhar coragem para a batalha.

 

Longe de se sentirem intimidados, alguns adversários atreveram-se a desafiar o haka.

Épicas provocações ficaram para a história. Confira!

 

-Na Copa da França em 2007, com Chabal liderando, os franceses ficam cara a cara com os All Blacks em pleno haka.

França venceu aquela partida por 20x18.

 

-Em 1989, a Irlanda avançou tanto que os jogadores ficaram a menos de um metro de distancia. O estádio foi á loucura.
Resultado da partida: Nova Zelândia venceu por 23x6.

Nova Zelândia e o Haka

Vale ressaltar que "haka", é um termo usado para definir diversos tipos de dança Maori. Relacionadas com guerreiros tribais, também é usada para dar as boas-vindas e como um sinal de hospitalidade e respeito. Encontros anuais e festivais de HAKAS são celebrados entre os descendentes de diversas tribos Maoris.

Selecionados neozelandeses de outras modalidades praticam o Haka antes das suas partidas. Também empregada para momentos íntimos e de extremo respeito, em outros setores da sociedade, trascende o campo esportivo. Sendo possível realizá-la em funerais, cerimonias militares, e eventos familiares ou escolares. 

A seleção da Nova Zelândia tem executado pela primeira vez o haka em 1984, durante uma gira pela Europa. No início era praticado apenas durante giras no exterior. Mas com a Copa do mundo inaugural, na Nova Zelândia, o haka foi sistematizado antes de cada compromisso do All Blacks, também no seu pais.

Escrito em 1820 pelo chefe da tribo Ngati-Toa. O haka "Ka Mate", se tornou a versão mais conhecida.

Letra:


Ka mate! Ka mate! Ka ora! Ka ora! - Eu estou morrendo! Eu estou morrendo! Estou vivo! Estou vivo!

Ka mate! Ka mate! Ka ora! Ka ora! - Eu estou morrendo! Eu estou morrendo! Estou vivo! Estou vivo!

Tenei te tangata puhuru huru - Este é o homem valente Que trouxe o sol

Nana nei i tiki maiWhakawhiti te ra - E o fez brilhar novamente. Um passo para cima!

A upa... ne! ka upa... ne! - Mais um passo acima! Um passo acima, outro...

A upane kaupane whiti te ra! - O sol brilha!

Hi!!!

Com aprovação dos Maoris, e com a condição de não os utilizar comercialmente, a Associação de Rugby da Nova Zelândia, adotou duas versões de haka: o "Ka Mate", que é o mais conhecido e o "Kapa O Pango", mais agressivo e intimidador, utilizado geralmente em jogos de mata-mata.

 

No rugby, além dos All Blacks, também celebram danças maoris as seleções de Samoa, Tonga, e Fiji.

Quer assistir mais? aqui alguns links com os melhores Hakas:

Pais de Gales desafia os All Blacks até o árbitro intervir: https://www.youtube.com/watch?v=nMpeSEgsO6M

Tonga x All Blacks, o Sipi Tau vs. o Haka: https://www.youtube.com/watch?v=kbyXYB99UT0

All Blacks x Manu Samoa: https://www.youtube.com/watch?v=QYmiRL9wCE0

 

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