Apresentação da camisa oficial Charrua Rugby

06/08/2015
Apresentação da camisa oficial Charrua Rugby

Explanação sobre o licenciamento e posicionamento da marca "Charrua RC" por parte da SulBack, e das características do novo uniforme do Charrua Rugby Clube.
O desfile de apresentação do uniforme utilizado na Taça Tupi 2015 (Campeonato Brasileiro 2º Divisão), aconteceu nas instalações do Outback, no Barra Shopping Sul, main sponsor do clube.

Homenagem
A Diretoria do Charrua optou pelo redesenho da primeira camisa usada pelo time, iniciando as comemorações dos 15 anos de fundação do clube de rugby mais antigo do RS.

Conta com design clean e manifesto de cores muito objetivo aos seus primórdios: quando estatutariamente decidiu-se pela camisa homenagem aos dois clubes de futebol da cidade: Grêmio FBPA e o SC Internacional. Assim, o azul e o vermelho ocupam o mesmo peso no design.

A camisa foi confeccionada com tecido tecnológico especificamente desenvolvido para a prática do rugby: Rugfit. Com composição de fibras 100% sintéticas, outorgam a resistência e o conforto necessários para o alto rendimento. A microfibra utilizada repele o suor do corpo para a superfície do tecido, onde se evapora instantaneamente. Como resultado, os atletas jogam secos e confortáveis.

Outra vantagem tecnologica aplicada nas camisas, é o Anti-Pilling, um processo aplicado superficialmente no tecido que segura fibras e evita o levantamento de pelinhos que forma bolinhas após as lavagens e uso intensivo em superfícies abrasivas, muito comum no rugby pelo jogo ao chão. Mantendo por mais tempo o brilho das estampas e aumenta a vida útil do produto.

As partes mais exigidas da camisa, estão montadas com costura tripla e rebatida, que reforça e garante o uso sem rasgaduras.

O Charrua Rugby Clube iniciou a sua campanha em busca do título da Taça Tupi com o time masculino. Já a categoria feminina defende o campeonato brasileiro conquistado em 2014 no Brasil Sevens, principal competição feminina da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).


O que precisa cada time para ser campeão Gaúcho?

05/06/2015

 Farrapos, é quem tem maiores probabilidades matemáticas de conquistar o 2º turno: 
1) vencer o Serra com ponto bônus;
2) empatar e torcer para que o Charrua não vença as suas duas partidas.
3) perdendo não terá chances de conquistar o 2º turno, e disputará a final.
4) vencer o Serra sem ponto bonus e o Charrua vencer todas com ponto bonus, empatam os dois com 21 pontos. Pelo criterio de desempate, o Farrapos leva a melhor pelo Confronto direto com saldo agregado.

 Serra:
1) vencer o Farrapos com ponto bônus, e torcer para que o Charrua não vença as suas duas partidas com bônus;
2) vencer o Farrapos sem bônus, e torcer para que o Charrua perder ou empatar uma das duas partidas restantes.
3) empate ou derrota deixam o time caxiense fora da briga.
 Charrua:
Conta com um jogo a menos, joga neste sábado a partida postergada com o San Diego.
1) Vencer o San Diego e o Brummers com bônus, e torcer para o Farrapos não conseguir ponto bônus encima do Serra;
2) Vencer suas duas partidas e torcer por empate entre Serra x Farrapos.
Em caso do Farrapos conquistar o 2º turno, será automaticamente campeão gaúcho 2015. Se não for, enfrentará na final o Serra ou o Charrua.

 

O aproveitamento do Farrapos no segundo turno, foi de 85%, o do Serra de 75% e o do Charrua de 73% (em caso de vitória sobre o San Diego aumentaria para 80%).

Haverá final? 

O decano do rugby gaúcho

17/03/2015
O decano do rugby gaúcho

Este ano o Campeonato Gaúcho de Rugby (CGR), completa 10 anos. É considerado um dos mais disputados do pais, dele surgiram grandes jogadores, como o que lhes apresentaremos agora.

Entrevistamos um jogador que disputou TODAS as edições deste campeonato de épicas batalhas.
Pioneiro do RS nas convocações ao selecionado brasileiro. Conheça a história deste simbolo do Charrua RC e do CGR:
 
-Nome:Uary Pacheco Ribeiro Gondim, "Baiano".
-Jogando rugby desde: 2001.
 
-Jogando num clube como o Charrua, que é reconhecidamente um dos mais tradicionais do Brasil, o que significa para ti vestir essa camisa?
O Charrua representa muito na minha vida, por causa do Charrua eu conheci o rugby, tive a oportunidade de conhecer grandes amigos dentro e fora do clube, consegui realizar o sonho de defender meu País e conheci minha esposa, ou seja quando visto a camisa do meu Clube me lembro de tudo isto, o mínimo que posso fazer pra tentar retribuir um pouco o que o clube me deu é defender aquele brasão do Índio da melhor forma que eu puder e por quanto tempo eu puder.
 
Voltando no tempo...
-Como foi aquele 1º campeonato gaúcho em 2006?
Foi o Caos....hehehehe brincadeira, foi uma correria pra arranjar times pra jogar e motivar o pessoal a participar. 

 

-Qual a maior diferença com o CGR atual?
Tudo é diferente, a preparação o nível dos adversários, a quantidade de jogos. 
 
-Partida inesquecível:
Etapa de Porto Alegre do Gauchão de 2007 na ESEF contra o Guaíba, estavamos perdendo a partida e se o resultado perdurasse até o final de jogo o Guaíba seria campeão. O Beto (que estava jogando a pouco tempo) vira, pede pra entrar e promete pro treinador que ele ia ganhar o jogo. Pois ele entra e em 4 minutos faz os dois tries que estavamos precisando pra ganhar a partida e sermos campeões. Sabiamos que o Beto era rápido mas os tries que ele meteu foram inacreditaveis.
 
-Que sacrifícios já fez para jogar o gauchão?
Vixe... na real quem sofre mais é minha família...Já os fiz passar frio e chuva nas arquibancadas, já fui jogar em Caxias e deixei meu pequeno ainda bebê, dormindo do lado de fora do campo com as namoradas do pessoal do Charrua, cuidando pois minha esposa estava viajando a trabalho.....ja joguei bem machucado algumas partidas....coisas normais que todo jogador de rugby passa.
 
-Adversário mais dificil que já enfrentou: Farrapos, Eles jogam um rugby muito organizado, se você vacilar eles te fazem pagar.
-Jogador mais duro que teve pela frente: Martin Castillo, felizmente até hoje só topei com ele em treinos.
-Jogador/es que chamaram tua atenção ao longo do CGR: Bah são vários...Blanquito, Dodô, Alemão, Bananinha, Gregory Schuster, Júlio Cezar Crescente, Renatinho,  Bigode, Coghetto, Carlito, Valandro, Angelo Marcucci....Tem muita gente boa jogando aqui no Sul.
 
-Qual o CGR mais especial até aqui?
Acredito que o de 2010, pois vinhamos de dois anos seguidos perdendo para o San Diego e naquele ano conseguimos chegar na final. Foi a primeira vez que jogamos a final de um Gauchão em um estádio com uma grande torcida. Foi um belo evento.


-Quando pensas em CGR, lembra de...
Lembro de vários companheiros que jogaram ao meu lado e que já pararam de jogar Banana, Bruno Santos, Ciarini entre vários outros, lembro do esforço que já fizemos para disputar o Gauchão.
 
-O CGR não teria sido possível sem: Nilson Taminato, Jorge Silvestrini, Daniel Mendez, Rodrigo Hleveina, Ricardo Sant'Anna, Álvaro Montandón, Maria Felicia Bastos Flores....estes são os que me lembro de bate pronto, tem muito mais gente que trabalhou duro pra que o CGR acontecesse.
 
-Os mais novos tal vez não sabem, mas é verdade que o clássico do Charrua no começo era o Guará?
Eram dois times que faziam frente sempre, Guará e Guaíba, sempre era um jogo pegado.
 
O futuro... quem pega a lança nos próximos 10 anos de CGR.
-Qual é dos mais novos índios, o jogador que tem a essência do Charrua?
Todos os guris do Charrua tem muito da essência do clube mas se tiver que escolher um só o nome é Alexandre Boll Corrêa, este guri é além de excelente jogador é um baita ser humano e conquistou com sua pouca idade o respeito de todos no clube, dos veteranos aos jogadores mais novos que entram no Charrua. Ele é um exemplo para todos.
 
-O que passa pela tua cabeça quando grita NTMQP antes de um jogo?
É o momento de esquecer tudo e só pensar em defender meu clube, em deixar tudo em campo.
Naquela hora as dores passam, os problemas somem. É hora de retribuir.
Bom pra finalizar gostaria de agradecer aos meus companheiros de clube e ao Charrua pela oportunidade de seguir jogando e defendendo meu clube do coração e a minha família pela paciência e apoio pra que eu continue jogando.

 

Bola viva: com Paulo "Monkey" Kneip

18/02/2015
Bola viva: com Paulo

Conversamos com um personagem do rugby fluminense e brasileiro. Uma pessoa que leva o rugby no seu sangue, é muito fácil identificá-lo. No campo brigando por cada bola como um pitbull, e nos terceiros tempos certamente vai ser quem comande as cantorias e confraternize com todo mundo. Com vocês: Paulo Kneip, "Monkey", um hooker. 

Primeiros passos no rugby?

Sou nascido no Rio de Janeiro, mas minha infância foi em São Paulo. Estudei no Colégio Friburgo e lá tive  meu primeiro contato com o Rugby, isso nos idos  de 79...80. Eu era muito novo e lá havia um aluno chamado Miguel, que sempre estava com camisas de Rugby, assim como fazemos todos nós. Ele me chamou várias vezes e eu nunca ia. Pelas cores da camisa, era do SPAC ou Alphaville.


Idade: 45 aninhos
Nascido em: 08/11/1969 -  Rio de Janeiro
Profissão: Auxiliar Administrativo no Instituto Nacional de Tecnologia  - INT 


Como conheceu o rugby: 

Seguindo a introdução,  em 1985, já morando em Niterói, a turma comandada pelo hoje Presidente da FFRu, o hoje Sr Henrique Thoni, acompanhado de Marcelo Bozó, Jamelão e Mauro Buldoguinho, foi dar uma palestra  sobre Rugby em minha Escola, o Centro Educacional de Niterói.  De uma maneira super divertida eles conseguiram fazer uma turma de mais de 100 garotos de todos as turmas e idades que durante muito tempo treinou junta na Praia de Icaraí, junto com o Niterói Rugby FC. Tempos divertidos demais. Dessa turma surgiu Fernando Esteban (com uma semana na minha frente destes 30 anos de Rugby juntos). Célio Bacalhau, André Delfin, Edson Anjinho, Cícero Tauil entre muitos outros. Eram treinos de base e super sérios, que nos fizeram sobreviver até hoje. Os Primeiros Passos são importantíssimos!!

 
Onde já jogou:

Sou Niterói Rugby FC doente!!! Mas tenho a filosofia de vestir várias camisas diferentes levando um pouco do que sei para a garotada que está começando. Isso quer dizer que já entrei em campo por praticamente todos os clubes do Rio, alguns de SP (Keep Walking, Federal, SPAC), Ceará (Sertões RC, Centuriões RC), Minas (Varginha, BH, SJ Del Rey)....Até no time do grande Marcelo Gordo, do Amazonas eu já tirei uma casquinha. Gosto dessa coisa do Rugby pelo Rugby, sem Fronteiras.

Um time: 

Niterói RFC. Minha casa.


A importância do treino: 

O Rugbier tem que saber aonde está pisando quando entra em campo. O treino com dedicação e atenção te fará um jogador capaz de suportar as situações que o contato do esporte nos proporciona. Geralmente, quem se lesiona (e lesiona os companheiros) é quem menos presta atenção aos  treinos. A base é tudo. A internet ajuda. Mas aprender a jogar com competência necessita treinadores competentes. Os cursos CBRu estão aí pra isso. Gosto de um treino alegre, dinâmico e variado, mas sempre atento para a lapidação dos jogadores, em todos os sentidos.


O exercício que mais gosta é: 

Gosto dos desafios, da superação e da coordenação entre os jogadores. Não tenho algo específico Acho que gosto dos treinos de penal, Rucks e Scrum Machine. O Line vem sendo o preferido.

O exercício que menos gosta é:

Burpies são coisas inventadas pelo capeta. Faço, mas odeio.


Posições que já jogou:

Atualmente de Hooker ( foi o que me sobrou), eu já joguei de Pilar, Asa, Half, Abertura, Centros e Ponta (isso bem antes de estufar). Gostava de jogar de Ponta. Já fui rápido e trago dessa passagem na Linha um ótimo passe.

 

Qualidade dentro de campo: 

Me divirto muito jogando. Jogo rindo e com companheirismo. No jogo há momentos pra tudo. Jogo duro e concentrado, apesar de não parecer.


Aspecto que mais trabalha para melhorar: 

Aos 45 anos vc quer mais se divertir jogando. Tento melhorar a parte aeróbica para poder fazer  mais em campo. O corpo obedece um pouco menos.

Para onde o rugby já te levou?

O Brasil do Super 10 é bem conhecido. Já fomos em Gira para Mar Del Plata, Montevideo e Buenos Aires. Eu, dei uma chegada no Nordeste quando a coisa estava começando por lá...Sul, Norte....pelo Rugby já passeei bastante e fiz grandes amigos. O Rugby me trouxe até aqui. Já participei, organizei e hoje dou palpites.

Partida inesquecível:

Essa é a mais difícil de responder.... A primeira que você é escalado para o Time A do seu clube é a hora de mostrar a seus professores que você está preparado para defender suas cores como gente grande. A minha vez  foi contra o São Paulo de Wolney, Franceschinny e Gardelon. De tão nervoso que eu estava “fiz” dois tries na linha dos 5 metros, no antigo Campo da Polícia Militar que já não existe mais. Foi um grande jogo. Jogamos partidas memoráveis no Rio Cricket contra clubes internacionais. Tenho todas as minhas camisas trocadas desde então. 


Para ser um bom atleta é preciso: 

Eu sou jogador de Rugby. Não sou atleta. Hoje em dia a preparação parece estar mais em voga que a lapidação do caráter esportivo. Sou bom Rugbier. Corro, “bato”, sangro e levanto. Treino com vontade, mas não sou atleta. Para ser atleta é preciso dedicar tempo, dinheiro, paciência individual. Gosto de treinar, correr, malhar, suar, sofrer e rir com meus amigos e irmãos que o Rugby me deu. Todas as terças e quintas de quase  uma vida inteira. Essa é diferença básica. Não estou nessa pela competição. Estou nessa pelo prazer de estar com gente igual a mim: finos, fofos, fortes e felizes por estar com a ovalada nas mãos. E no meio disso tudo, tem a competição e a disputa, para que possamos beber a cerveja depois. Atleta não bebe.

 

Qual a sua motivação: 

Já passei por “muitas” e boas pelo Rugby. Já brinquei e briguei com gente muito querida para que o Rugby do Rio caminhe por uma estrada mais fácil. Acredito que esse seja o passo que o veterano do esporte tenha que dar quando seu corpo não agüenta mais a cacetada do mesmo jeito que antes. Facilitar. Minha motivação é saber que posso e vou fazer mais. Não seria justo virar as costas para esses anos de diversão. Agora é fazer com que a tradição se mantenha. Que o garoto e garota possa ter acesso a um Rugby de qualidade em todos os sentidos e que eles saibam que antes de sua geração, há uma com  uma bonita história a ser respeitada. E só estando presente isso será feito. 

 
Joga com ou sem ombreiras?

Jogo sem. Sou forte o bastante para agüentar isso sem proteção. Já joguei com e não vi diferença que me fizesse mudar de idéia.


Com ou sem scrumcap: 

Para alguns jogos mais preocupantes, usei e me preservei. Acredito na importância de proteção às lesões e nas novas regras que nos salvaguardam de cabeçadas mais fortes que aconteciam com mais freqüência no passado. Jogo sem, mas levo o meu na bolsa. 


Travas?

O Brasil (no meu caso, o sudeste) não tem campos para as travas de 21mm. Quem usa deve se preocupar com as lesões que isso vai lhe causar. 18mm é o máximo utilizável por aqui. As minhas são de alumínio. 8 travas. Meio cano. Isso pra jogo. Para treino, um tênis velho e de boa qualidade e chuteiras baixas de borracha. Onde treinamos, o campo é inconstante, mas é mais duro que mole.

Tem amuleto? 

Mesma camisa antes do jogo o ano todo. Durante muito tempo joguei com a primeira meia de Julia, minha doce filhota, dentro da chuteira. Dava muita sorte. Parei com isso para preservar o amuleto.


Superstição antes do jogo: 

Pé esquerdo na primeira pisada de entrada em campo. Abraçar a bola bem forte antes do jogo.


O árbitro de rugby é:


É o Senhor da partida. É quem toma conta de mim nas besteiras minhas e das besteiras dos outros. É quem me deixa jogar em paz se eu souber jogar o jogo. Essencial. Se ele errar, é com ele mesmo. 

Já jogou machucado?

Muitas vezes. O tesão de estar em campo é maior que a dor. Claro que tudo tem seus limites.

 
Histórico de lesões: 

Quebraduras : Nariz  5 vezes (uma operação de correção)  -  Fibula  -  Clavicula (2x)  - Tornozelo  - Mandibula (4 parafusos)  - Pulso – Dedos (muitas vezes) – Costelas (4x - não engessa, então não sei se quebraram ou fissuraram).

Torções -  Joelho (pq eu seria diferente ??) – Tornozelo – Cotovelo  - Pulso. Dobras.... tudo o que dobra eu já torci.

Se me  perguntar o que me dói de manhã, vou dizer TUDO.

Mas isso, é culpa minha, pois não me tratei decentemente. Nunca fui a um fisio. E se eu for, serei condenado a parar de jogar.


Comida preferida no terceiro tempo: 

Terceiro tempo do  BH Rugby (Feijão tropeiro) e do Farrapos (Churrasco e Macarronada). Sem desmerecer a todos os outros, são os mais gostosos.


O seu melhor terceiro tempo: 

Os que eu comando a cantoria. As musicas de Rugby são parte da cultura do esporte. Pra mim é igual à capoeira. Tem que ter musica no final.


Quando descobriu que estava apaixonado pelo rugby:

Quando me vi acordando pensando mais em Rugby do que na mulherada.


O rugby é: 

80% do sangue que rola nas minhas veias.


Se não jogasse rugby, o que seria de você?: 

Não me vejo sem Rugby. Acho que seria um judoca ou professor de artes. Teria um pouco mais de tempo. Nunca saberei.


Um sonho: 

Meu Clube cheio de gente. Um campo rubro e negro. Respeito... Ter um canto para admirar o passado, o presente e o futuro do esporte que tanto gosto. Jogar até onde o corpo deixar. Trabalhar pra isso acontecer. Quem fica parado é poste.

 
Monkey por Monkey:

Eu sou o que vocês vêem. Sou o pai da Julia. Depois disso, sou aquele carioca farrista que adora Rugby e os amigos que vêm no pacote. Precisando, Tamozaê!!

Créditos das fotos: FotoJump / MOCJ / Portal Do Rugby / Acervo pessoal / Calendário do Keep Walking Rugby.

Bola viva: com Pedro Baldino

11/02/2015
Bola viva: com Pedro Baldino

O Rio Rugby Beach teve um time que acaparou os olhares do publico presente: foi o lendário "O'Jay's", e nele, o prazer de ver atuar um veterano do rugby brasileiro. Conheça mais sobre Pedro Baldino, um verdadeiro rugbier.

 

Primeiros passos no rugby? Iniciei no colégio Pio IX em Buenos Aires e a os 15 anos, com16 fui jogar em GEBA (Gimnasia y Esgrima Buenos Aires/ARG)

Idade: 61 anos

Nascido em: Porto Alegre/RS, Brasil

Profissão: Engenheiro

Como conheceu o rugby: no colégio

Onde já jogou: Em GEBA, Guanabara e no Niterói Rugby FC

Um time: GEBA, onde me criei


A importância do treino: Nunca joguei sem treinar. Jogar sem treinar ou com pouco treino, é sinonimo de lesões e já vi algumas graves. Hoje não treino mais rugby, mas malho quase todo dia

O exercício que mais gosta é: hoje é a capoeira

O exercício que menos gosta é: correr, odiava os inicios de temporada porque tínhamos que correr 12km por Palermo antes do treino

Posições nas que já atuou: Hooker, pilar, oitavo

Para onde o rugby já te levou? Quando jogava em GEBA íamos ao Uruguai jogar com o Carrasco Polo

Partida inesquecível: Seleção Brasileira vs Seleção Francesa no campo do Rio Cricket

Para ser um bom atleta é preciso: Disciplina, vontade e determinação

Qual a sua motivação: O prazer de me sentir bem fisicamente e a vontade de vencer, principalmente minhas próprias limitações

Joga com ou sem ombreiras? sem

Com ou sem scrumcap: sem

Travas: depende das condições do gramado, com tendência a usar as mais longas. Prefiro as de plástico

Tem amuleto? não

Superstição antes do jogo: não

O árbitro de rugby é: Quem manda. No meu clube GEBA, na entrada do campo tinha uma placa que dizia ¨Se não respeitar a autoridade do árbitro não entre em campo¨. Sei muito bem que as vezes é bem difícil, mas é muito importante, faz parte deste esporte

Já jogou machucado?: varias vezes

Histórico de lesões: nada grave, quebrei varias vezes o nariz, vários cortes no rostro, no mais grave levei 13 pontos no couro cabeludo por uma cotovelada, lesões nos dedos das mãos principalmente da direita, entre outros

Comida preferida no terceiro tempo: Churrasco

O seu melhor terceiro tempo: Em Montevideu com Carrasco Polo

Quando descobriu que estava apaixonado pelo rugby: desde o inicio

O rugby é: parte muito importante na formação


Se não jogasse rugby, o que seria de você?: Não vejo essa possibilidade

Um sonho: Ver o Brasil no primeiro nível mundial

 

Resumidamente, tentamos apresentar uma pessoa, que com o seu exemplo, inspira a toda uma geração de rugbiers. E você leitor? vai jogar rugby até qual idade?
Agradecemos muito a sua participação Pedro, e vida longa!

Fotos: MOCJ, Portal do Rugby e acervo pessoal.

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