Bola viva: com Manolo Schiaffino

05/12/2014

Entrevistamos o Manolo Schiaffino, um pioneiro, e grande apaixonado por rugby. Participou e colaborou na formação e desenvolvimento de diversos clubes pelo Brasil, e afincou raízes e conhecimentos em Vitória.

Nascido em: Concepción, Chile
Idade: 52
Primeiros passos no rugby?
Na escola quando tinha 8 anos. Era um colégio inglês. Joga-se rugby lá até hoje. 

 

Profissão: Engenheiro Mecânico
Como conheceu o rugby: 
Na escola onde se jogava e todos jogavam. Fui mais um. 
Onde já jogou: Saint John School, Universidad Santa María, Sporting, BHR e VRC. 
Um time: Springboks
A importância do treino: Tudo, sem ele não somos nada. 
O exercício que mais gosta é: Touch e contact. 
O exercício que menos gosta é: 
Nenhum, simplesmente detesto quando o treino fica detido para conversar demais e perdemos o ritmo. 
Posições que já jogou: 
De início a fim: Pilar, Hooker, asa e meio scrum. Mas joguei em todas as posições por necessidades de jogo. 
Qualidade dentro de campo: Entrega.
Aspecto que mais trabalha para melhorar: 
Velocidade de execução e tackle sempre. 
Para onde o rugby já te levou? 
Arica no Chile, Natal no Brasil. Argentina, várias cidades.
Partida inesquecível:
BHR x VRC em 2009 em BH; U. de Chile x U. Santa Maria um nacional universitário em La Serena, Chile em 1985; e Sporting x Stade Français em Santiago em 1989.
Para ser um bom atleta é preciso: 
Compromisso e dedicação. Uns têm talento, outros não. Mas, sem estas duas premissas não somos nada. 
Qual a sua motivação: Tudo. Sou a motivação personificada.
Joga com ou sem ombreiras?
Nunca usei até 2005 em que pela lesão no ombro comecei a usar.
Com ou sem scrum cap:
Sem.
Travas:  
No Sul do Chile 21mm sempre. Na região Central 18mm e aqui baixas. Mas todas de alumínio. 
Tem amuleto?
Não
Superstição antes do jogo: 
Não tenho. Mas gosto de escutar música e ficar calado (algo raro).
O árbitro de rugby é: 
A Lei.
Já jogou machucado?
Sempre desde os 14 anos em que tive minha 1ª cirurgia de joelho. 
Histórico de lesões: 
- O que não afetou:
2 cirurgias do nariz mais 1 fratura extra
2 fraturas de costelas
- O que me deixou lento:
3 cirurgias no joelho esquerdo e 1 cirurgia no joelho direito
- O que me fez parar de jogar:
1 cirurgia no ombro esquerdo após 12 luxações e mais 4 luxações pos cirurgia
Comida preferida no terceiro tempo: 
Cachorro quente estilo chileno: salsicha, chucrute, abacate, tomate e maionese. E o tropeiro do BHR, claro.
O seu melhor terceiro tempo: 
Todos são bons, principalmente em BH, mas tenho um carinho especial num em Papucaia em 2010 quando nascia o Campeonato Feminino de RJ de Rugby Seven. Foi meu último jogo de rugby XV pelo VRC com Guanabara.
Quando descobriu que estava apaixonado pelo rugby:
Creio que foi aos poucos. Curiosidade infantil, adrenalina adolescente, maturidade adulta. Não consigo prescindir dos meus amigos do rugby.
O rugby é:
Acima de tudo amizade, compromisso e respeito.
Se não jogasse rugby, o que seria de você?
Não imagino minha vida sem rugby. 
Um sonho: 
Tenho muitos. No momento formar (e treinar) um time juvenil feminino no VRC. 
Manolo por Manolo:
Sou o típico cara metódico. Planejo tudo. Os treinos, as jogadas, etc. Analiso adversários. No rugby cobro muito de quem está dentro e pego leve com quem o considera apenas um passatempo. Sempre fui jogador e isso aquietava minha alma. Mas como treinador minha energia foi se acumulando e ficando impaciente e antipático. Sou daqueles que está contando até 10 o tempo todo nos treinos. Preciso melhorar muito. Escutar mais o que os outros têm a me dizer. Tenho meus defeitos. Mas defendo meus amigos até a morte. Quem melhor me conhece definitivamente são minhas filhas do rugby...as meninas do VRC. Faço tudo por elas. 

 

 

Fotos: acervo pessoal Manolo. Helen lagares.

FINAL DO SUPER 10

08/11/2014

Dois históricos querendo fazer história.

A temporada do Super 10 está chegando ao fim, Curitiba (PR) e São José (SP) entram em campo para disputar o título mais cobiçado pelos clubes de rugby do Brasil. Mais que um troféu o vencedor levará para casa o sobrenome de Campeão Brasileiro, o número um, e se tornará uma referencia no esporte para equipes, atletas e torcedores, pelo menos até o ano que vem. 

Porém o jogo não será fácil, pois as duas equipes tiveram excelente rendimento no decorrer da competição, o time do interior de São Paulo chega a final invicto (10 jogos 10 vitórias), e o Curitiba contabiliza em sua bagagem apenas uma derrota, justamente para o São José na primeira rodada do Super 10, onde o placar final foi de 18 a 11 para o time paulista. 

Tendo um rico histórico, o Curitiba Rugby Clube vem para a sua primeira final de Brasileirão e está motivado para levar o título. “Temos uma equipe mentalmente forte. Penso que somos superiores tecnicamente. Nossa tática e estratégia de jogo e muito evoluída para o padrão brasileiro, e, além disso, temos jogadores de alto nível e um banco de primeira.” Comentou o técnico da equipe Eduardo Lagarrige.

Fundado em 1983 e figurando entre a elite dos melhores clubes do país desde 2005, os paranaenses trazem em seu histórico títulos estaduais em todas as categorias, um bicampeonato Brasileiro juvenil feminino (2013) e o mérito de ter a equipe adulta masculina entre as melhores do país. 

 

 

Time do Curitiba com os fundadores Lalo e Maurinho

 

Já a história de glórias do São José Rugby começou em 1982 e até hoje não parou. Desde 1991 o clube vem colecionando títulos: campeonatos Paulista, Copa Sudeste, campeão Brasileiro Juvenil, campeão Brasileiro M19, campeonatos estaduais de Sevens, 8 títulos Brasileiros, entre outros. 

Em uma declaração para o site Globo.com, o argentino Joaquin Guerra, capitão do São José, declarou. “Como toda final, não há favorito. Será um bom jogo, muito disputado. Temos que entrar concentrados, porque partidas como essas se decidem nos primeiros 20 minutos ou nos últimos dez.”

 


A grande final de amanhã renderá muita história, para um a chance de se sagrar pela primeira vez campeão Brasileiro de Rugby, já para o outro a oportunidade de ser Eneacampeão (9 vezes) e ainda, de forma invicta.

 

Até a próxima! 

 

Jéssica Silva 

 

Fontes: 

- Departamento de Comunicação do Curitiba Rugby Clube

- Paginas facebook: Curitiba Rugby Clube e São José Rugby Clube

- Site: www.curitibarugby.com.br

- Site: www.saojoserugby.com.br

- Site: www.globoesporte.globo.com/sp

- Site: www.brasilrugby.com.br

- Foto São José Rugby (2002) acervo Museu do Esporte: www.museudeesportes.sjc.sp.gov.br

 

Campeonato Brasileiro de Rugby: mais de 50 anos de história

02/11/2014
Campeonato Brasileiro de Rugby: mais de 50 anos de história

Sendo disputado desde 1964, o Brasileirão de Rugby já consagrou dez clubes de três estados, e mais de vinte equipes já participaram do máximo campeonato de rugby brasileiro. 

Os três maiores campeões brasileiros são: 

  •  SPAC (São Paulo, SP): 13 títulos. Este clube conseguiu a façanha de ser Hexacampeão e Pentacampeão, levantando a taça de 1964 à 1969 e de 1974 à 1978, respectivamente;  
  •  São José (São José dos Campos, SP): 8 títulos;
  •  Alphaville Tênis Clube (equipe inativa, Barueri,SP):  7 títulos.


O Super 10: A edição deste ano contou com 10 equipes do sul, sudeste e nordeste, iniciando no dia 19 de agosto. 

O sistema de enfrentamento é simples, todas as equipes enfrentaram-se entre si, o primeiro colocado na classificação geral joga contra o quarto e o segundo da tabela cruza-se com o terceiro.

O local para disputa das semifinais e da grande final foi definido pela Confederação Brasileira de Rugby (CBRu): Estádio Nicolau Alayon “Nacional", de São Paulo.

 

Justamente por abrigar dez clubes a competição é chamada de Super 10, porém no ano que vem o seu formato passará por uma remodelagem passando a se chamar Super 8,  pois os dois últimos colocados foram rebaixados: Armstrong Dragons/RN e Niterói/RJ.

O oitavo classificado (Rio Branco/SP) disputará em repescagem, a permanecia na primeira divisão nacional, com o campeão da Taça Tupi (Jacareí/SP), restando assim somente oito equipes na elite do rugby brasileiro a partir de 2015.   

 

O canal fechado SportTV transmitirá as semifinais do Super 10. As 14h00min São José e Desterro abrem os trabalhos, seguidos de Curitiba e SPAC, as 16h00min. 

Dentre os clubes do Super 10 há um representante gaúcho: de Bento Gonçalves, o Farrapos RC. A equipe concluiu sua participação nesta edição em 5ª lugar, garantido sua permanência em 2015. 

Em números absolutos o Farrapos termina a competição assim: 

  • 26  pontos conquistados em 9 jogos;
  • 31 tries;
  • 2 cartões vermelhos e 14 amarelos;
  • 5 vitórias, nenhum empate e 4 derrotas.

Quem será o grande campeão de 2014? Aguardemos ansiosamente os próximos capítulos. 

Se liga no blog "O Rugby" da SulBack!

Aqui você sempre estará bem informado sobre o mundo da bola ovalada. 

Até a próxima!

 

Jéssica Silva.


 

Bola viva: com Luiza Campos

01/10/2014
Bola viva: com Luiza Campos

Conheça mais sobre a atleta CBRu revelação de 2012, Luíza Campos. Jogadora do Charrua RC e da Seleção Brasileira. 

 

Primeiros passos no rugby: Inicio de 2010. Fui convidada para participar de um treino no Charrua R.C. de Porto Alegre, e desde então nunca mais consegui faltar.

Idade: 24 anos.

Profissão: Sou formada em gastronomia, mas a minha profissão é ser atleta.

Como conheceu o rugby: por uma amiga.

Onde já jogou: só joguei pelo Charrua e pela seleção brasileira.

Um time: o Charrua, pois devemos nos orgulhar e sempre lembrar de onde viemos.

A importância do treino: tu joga como tu treina, se treinar duro jogamos duro.

O exercício que mais gosta é: gosto mais dos exercícios de contato.

O exercício que menos gosta é: limpar a casa.

Posições que já jogou: comecei jogando de ponta, sempre sonhando em jogar no scrum.. passei por half e abertura e finalmente na seleção pude jogar de hooker.

Qualidade dentro de campo: cachorro louco, sempre atrás da bola e sou muito boa em pescar e recuperar bolas em rucks.

Aspecto que mais trabalha para melhorar: os detalhes, tento focar nas pequenas coisas de cada exercício. Penso primeiro na técnica para depois imprimir velocidade e força.

Para onde o rugby já te levou? o rugby me levou a ser uma pessoa melhor, pude amadurecer muito, além de conhecer quase o mundo inteiro.

Partida inesquecível: acho que a primeira partida que se joga é inesquecível, mas toda vez que visto a camisa da seleção tento fazer daquela uma oportunidade única, pois nunca sabemos quando será nossa última partida.

Para ser uma boa atleta é preciso: dedicação e muito, mas muito trabalho duro.

Qual a sua motivação: familia.

Joga com ou sem ombreiras? ja joguei com, mas ultimamente jogo sem.

Com ou sem scrumcap: sem.

Tipo de travas: depende do campo, mas geralmente uso trava de plastico.

Tem amuleto? não

Superstição antes do jogo: tenho, mas é segredo, hahaha.

O árbitro de rugby é: a autoridade maxima do jogo e deve sempre ser respeitado independente do que aconteça.

Já jogou machucada?: incontáveis vezes.

Comida preferida no terceiro tempo: churrasco, sem sombra de dúvidas.

O seu melhor terceiro tempo: todos tem seus momentos.

Quando descobriu que estava apaixonada pelo rugby: assim que comecei meu primeiro treino.

O rugby é: um estilo de vida.

Se não jogasse rugby, o que seria de você?: nao consigo me imaginar fazendo outra coisa.

Um sonho: além de jogar as olimpiadas, sonho em ver o rugby muito bem desenvolvido no Brasil.

A Luiza por Luiza: "se a força falta no braço, na coragem me sustento".

Fotos: Helen Lagares. FotoJump. Divulgação Luiza Campos.

Match Day: Farrapos x Desterro

12/09/2014
Match Day: Farrapos x Desterro

Match Day - Farrapos x Desterro

Confira o conteúdo do 1º match day do Super 10.

Os torcedores que compareçam no Estádio da Montanha para assistir Farrapos x Desterro irão receber este impresso com informações sobre o confronto.

Muita emoção e garra estão aseguradas. Acompanhadas de notícias de ambos times até aqui na competição.

Valendo vaga no G4 que classifica ás semifinais do Super10, a partida entre o time gaúcho e catarinense promete ser muito acirrada. 

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