Atitude de rugbier

15/08/2014
Atitude de rugbier

Dias atrás uma carta do Presidente do SIC ganhou as redes sociais. Uma nobre atitude em reconhecimento a uma ação que enorgulheceu a todos os rugbiers.

O que aconteceu? jogavam SIC x Atletico del Rosario, na Argentina pelo URBA TOP. O fullback do Atlético chuta um drop, o juiz o valida, mas um jogador atleticano avisa que a bola não tinha entrado. Diante desta atitude, o arbitro decide voltar atrás e continuar a partida. O Atlético perdeu tres pontos, ganhou respeito.

Nobre. Muito nobre. Isso é o rugby.

Conversamos com o protagonista, confira a entrevista.


Nome: Ignacio Gareis

Idade: 35 anos

Clube: Atlético del Rosario - Plantel superior

Posição: abertura / centro

Desde quando joga: desde os 5 anos de idade

 

Como foi a historia do teu drop?

Gostaria de esclarecer que não fui eu quem chutou o drop, foi Santiago Dominguez.

Eu sai fazer pressão sob o abertura do SIC, que afasta a bola com o pé. Então o meu fullback recepciona na metade do campo e decide tentar um drop. 

Quando isto acontece, eu estava a uns 30m do H, e vi que a bola passou na frente da trave.

O arbitro valida o drop e saiu correndo em direção ao centro do campo. Eu, como era o capitão, me aproximei e lhe falei que a bola não tinha entrado. 

-Tem certeza? me pergunta ele. 

-Não tenho dúvidas, lhe respondi. “Passou perto, mas não entrou”.

-Como continuamos? me pede o arbitro.

-Saída de 22 para o SIC, falei.

-O árbitro me deu a mão, se aproximou o capitão adversário e também me estendeu a mão, e a partida continuou normalmente.

 

Os teus colegas, como reagiram?

Muito bem, todos me parabenizaram.

 

E o teu treinador, o que falou?

Que sentia orgulho do que tinha feito e que afortunadamente tínhamos perdido por 10 pontos e não por 2 ou 3… risos…

 

Lembraste de alguém?

Sim, do meu amigo Fernando Semino, que quando juvenil fez o mesmo com um penal seu. O arbitro o validou, ele avisou que passou por fora das traves e voltaram atrás.

 

A carta do SIC ultrapassou os 1800 compartilhamentos, se fosse a foto do drop, quantos likes teriam dado?

5 ou 6, de alguns amigos.

 

Finalmente, porque decidiste não tirar proveito dessa situação?

Me pareceu ser o mais justo.


Que es ser un rugbier?

É saber que joga a alguma coisa concreta, e quem está do teu lado vai dar a vida por ti.

 

O que dirias para os garotos do Brasil?

Que se aproximem e joguem rugby, é uma escola de vida e de amigos.


Carta do Presidente do SIC ao Presidente do Atlético del Rosario.

 

 

 

A história sobre entrar no rugby, pela arbitragem

12/08/2014
A história sobre entrar no rugby, pela arbitragem

Marcelo Poletto é árbitro da FGR, namora a Dani, jogadora do Serra RC. Até aí tudo bem, mas o que poucos sabem é como ele ingressou neste mundo oval.

O destino o colocou diversas vezes diante do rugby: duas vezes na Europa, certa vez celebrando num pub o St. Patrick Day conheceu os jogadores do Walkirians RC, e quando a sua namorada começou a treinar. Mas ele nunca jogou, decidiu começar diretamente pela arbitragem.

Conheça mais sobre este querido personagem do rugby gaúcho.

Como conheceu o rugby?

Primeiramente pela TV, depois por papos com amigos e então finalmente indo assistir um jogo. 

E então começou a jogar...?

Não jogo em nenhum clube.

Então qual o seu time?

Não treino, mas estou em contato direto com o Walkirians e o Serra. Em função das amizades comecei a acompanhar mais o Walkirians. Depois que a Dani começou a jogar, acompanho também o Serra. Como os dois times sempre me acolheram muito bem, eu digo que torço pro rugby caxiense.

Como foi a decisão de partir diretamente para a arbitragem?

Queria me inserir no esporte, mas não queria me lesionar gravemente ou constantemente. Não pelo medo, mas por não querer mesmo ficar tomando porrada toda hora. Mas confesso que às vezes rola uma baita vontade de pegar a bola e sair dando hand off, hahaha…

 

Faz quanto tempo que é árbitro de rugby?

Fiz o curso nível 1 nos dias 02 e 03 de Novembro de 2013, estreiando já algumas semanas depois.

 

Como foram os primeiros passos na arbitragem?

A primeira experiência foi na etapa do circuito gaúcho de 7's em Novo Hamburgo, nos dias 23 e 24 de novembro. Como qualquer coisa nova o início é sempre mais trabalhoso e atrapalhado. Mas creio que de um modo geral me saí bem. Importante foi o apoio de todos envolvidos com o esporte, sempre muito prestativos. Foi bacana pois eu e a Dani estreiamos oficialmente juntos, e entre os dias dos nossos aniversários, a Dani 21 e eu 25 de Novembro.

 

Quem decidiu entrar no rugby primeiro, você ou a sua namorada?

Creio que a decisão fui eu que tomei primeiro, mas efetivamente praticar foi ela que saiu na frente.

 

Já apitou alguma partida dela?

No circuito de sevens fiquei de auxiliar em uma ou outra partida que ela jogou. Apitar mesmo, foram duas vezes: no jogo-treino entre Serra e Walkirians, durante a Festa da Uva, e nesse ultimo sabado apitei outro amistoso Serra e Walkirians 

Precisou dar algum cartão pra ela? 

Cartão só de dia dos namorados, hahaha.

 

Que significa para você ser juiz de rugby?

É poder ajudar a preservar o esporte e principalmente os valores que são cultivados. É a minha contribuição para o esporte e também, apesar de muitos duvidarem, uma oportunidade de divertimento entre amigos.

 

Como se faz para promover a arbitragem?

Acredito que em conversas informais as pessoas ficam mais interessadas em conhecer mais da arbitragem. Também é comum tentar entender melhor o que aconteceu na partida depois de ver ou jogar uma. A preservação dos valores, principalmente o respeito, é que chama mais a atenção para esse lado. Que continue assim!

 

Que diria para aqueles que gostariam iniciar na arbitragem?

Apaixone-se, estude, prepare-se, divirta-se e seja bem vindo ao terceiro time em campo!


Fotos: Bruno Pezzi Leonardelli

O cartaz que percorreu o mundo

23/07/2014
O cartaz que percorreu o mundo

Lembra dessa foto?

Uma mensagem do rugby brasileiro que percorreu o mundo em pleno mundial de futebol.

Conversamos com o autor da placa, ele chama-se Otavio Martins e mora na Austrália. Conheça a sua história.

- Como surgiu a idéia do cartaz?

Sabia que o Martoni iria transmitir o jogo ao vivo então resolvi fazer o cartaz e levar a bandeira porque era época da Copa e deu certo! Tem também uma foto deste dia na página dos Waratahs que o fotógrafo oficial do time tirou e postou na página do Facebook.

- Começou em qual equipe?

Comecei jogando na faculdade pela Politécnica USP, na época em que o time disputava somente os campeonatos universitários.  

- Como aconteceu a oportunidade de viajar para a Australia?

Minha esposa é enfermeira e existe uma grande demanda por profissionais dessa área aqui na Austrália. Ela recebeu uma proposta de emprego e então resolvemos nos mudar para cá.

- É a sua primeira experiência fora do Brasil?

Já viajei em férias mas é a primeira vez morando fora do Brasil por um longo período.

- Você joga por lá na Austrália? em algum clube?

Eu joguei em 2013 pelo Mosman Rugby Club mas no meio da temporada lesionei o ligamento cruzado e estou afastado até agora, mas estou sempre dando suporte aos times durante os jogos com água, levando "tee" para o chutador, etc.

 

- Como é a rotina do clube?

O time possui 5 “grades” ou times. Eles tem os times A/B/C/D/E além dos “Colts”, que são os jogadores até 21 anos e o time de veteranos (campeonato a parte). Para o campeonato, é importante pontuar em todos os Grades pois existe o campeão geral e o campeão de cada Grade.

Os treinos são todas terças e quintas a noite. Tem o treino geral físico e depois um treino técnico, com algumas estações de fundamentos com os times separados pelos grades.

Os jogos do campeonato regional de New South Wales, no qual o Mosman participa, começam em abril e vão até final de agosto, com as finais em setembro. Fora desse período, eles costumam fazer tours para disputar alguns torneios de verão no Havaí, Fiji, EUA, etc.

Existem as reuniões administrativas mas acontecem encontros dos jogadores todo final de semana. O pessoal do time tem muita afinidade, pois como muitos começaram jogando juntos desde 5 ou 6 anos de idade, alguns são amigos a mais de 20 anos. 

 

O terceiro tempo acontece na “Club House” ou “Whale House” pois o apelido do time  que é um salão, com bar, cozinha,  banheiros, sala de troféus e área de conveniência no próprio campo onde jogamos que fica acima das arquibancadas e possui uma vista privilegiada de todo o campo.

- Como foi a adaptação no clube?

Eu fui muito bem recebido pelos jogadores. Como os conheci em Novembro, a temporada já tinha acabado mas eles organizavam jogos de Touch na praia e foi bem legal para voltar a forma física. Entretanto, como estava um longo tempo sem jogar então tive que me readaptar ao ritmo de jogo, que é bem mais rápido do que da época que eu jogava, mesmo fazendo parte do 5th Grade (Time E).

 

- Como vive o rugby um australiano?

O australiano ainda tem enraizada a cultura do Rugby League. Vou dar um exemplo que vai ficar bem mais fácil de entender: No Rugby Union, no estado de de New South Wales temos apenas os Waratahas e toda a Austrália tem os outros 4 times que disputam o Super Rugby. No Rugby League o estado tem 10 times, dos 16 que disputam o campeonato, sendo apenas um time da Nova Zelândia. Eles são bem fanáticos e prestigiam bastante. O legal disso é que o time faz vários eventos para a garotada (entrar em campo, fotos com o jogadores depois do jogo, etc.) para criar essa relação de amor pelo time, o que achei bem legal.

 

- Sobre a cultura do rugby, o que poderíamos imitar dos aussies no Brasil?

A principal coisa que eu vejo a ser copiada dos australianos é começar o trabalho de base bem cedo (aqui as crianças começam com 5-6 anos). Mesmo tendo “poucos” times profissionais, os times amadores (de League e Union) são muitos e em todas as escolas e bairros, além de existe o intercâmbio de jogadores entre eles (um exemplo é o full back Israel Folau que já jogou os 2 rugbies e o Futebol Australiano).

Outra coisa é o envolvimento (mesmo não sendo jogador). Aqui começa com os pais sendo voluntários nas atividades esportivas dos filhos, o que cria uma cultura esportiva e forma técnicos, árbitros, dirigentes, etc.

No Brasil, dificilmente as pessoas se envolvem tanto nas atividades esportivas, deixando a cargo somente do professor ou treinador essa tarefa (sei que o Rugby é um pouco diferente mas também acontece). Um exemplo é que eu não estou jogando devido a lesão mas o presidente e o capitão do time me disseram: “Não deixe de aparecer durante os jogos e quando você estiver podendo correr, apareça para ajudar o pessoal, com água, organizar o uniforme, os equipamentos, etc. A gente precisa de você!”

 

Confira na facepage dos Waratahs a foto do Otavio: facebook.com/waratahs

Neste sábado 26/7, os Waratahs enfrentam no clássico australiano aos Brumbies, valendo a passagem para a grande final do Super Rugby 2014, e Otavio avisa que estará presente com mais uma placa nas arquibancadas.

Para quem quiser conhecer um pouco mais, este é o site do clube onde o Otavio joga e que tão bem recepcionou um rugbier brasileiro:

 www.facebook.com/MosmanRugby

 http://www.mosmanrugby.com.au/

 

Bola viva: com Moisés Cavalleri Junior

18/07/2014
Bola viva: com Moisés Cavalleri Junior

Hoje no ping-pong de perguntas e respostas: Moisés.

Um "gordo" brincalhão e sempre simpático fora de campo, mas muito aguerrido e batalhador quando está jogando. Uma figura do estádio da Montanha.

Conheça mais sobre este jogador do Farrapos, que com talento e muito sacrifício conseguiu chegar na Seleção Brasileira de Rugby. 

 Apelido: Monte.

Idade: 23 anos.

Nascido em: Bento Gonçalves.

Profissão: Pilar.

Como conheceu o rugby: através de amigos.

Onde já jogou: Farrapos R.C. e Seleção Brasileira.


Um time: Farrapos R.C.

O papel do treino: Importante para desenvolver uma sintonia entre todo o time. 

O exercício que mais gosta é: gosto de malhar membros inferiores e gosto mesmo é de formar SCRUM.

O exercício que menos gosta é: barra fixa, não sou muito fã de academia.

Posições que já jogou: pilar, segunda linha e asa.

Qualidade dentro de campo: agressivo.


Aspecto que mais trabalha para melhorar: postura no scrum e tackle.

Para onde o rugby já te levou? me levou a muitos lugares bem como a fazer muitas amizades que é o mais importante na nossa vida: amigos.

Partida inesquecível: Minha primeira final pelo Farrapos em 2010 na copa RS e o jogo de Brasil e Chile pelo Consur '14.

Para ser um bom atleta é preciso: humildade para reconhecer suas fraquezas e fazer delas sua fortaleza.

Qual a sua motivação: minha família.

Joga com ou sem ombreiras? Depende muito do jogo!

Com ou sem scrumcap: sem.

Travas: 18mm de alumínio. 

Amuleto? Sempre faço alguma atadura para jogar e gosto de escrever palavras nela.


Superstição antes do jogo: pensamento positivo.

O árbitro de rugby é: condutor do espetáculo.

Já jogou machucado?: acho que somente no meu primeiro jogo joguei sem nenhum desconforto.

Histórico de lesões: ombro.

Comida preferida no terceiro tempo: churrasco gaúcho.

O seu melhor terceiro tempo: os após uma vitória em campo. 


Quando descobriu que estava apaixonado pelo rugby: desde de o momento que percebi que não tenho colegas de time e sim tenho uma família, pois são as pessoas com quem passo a maior parte dos meus dias.

O rugby é: um estilo de vida, uma educação, um esporte que forma pessoas com caráter.


Se não jogasse rugby, o que seria de você?: não sei, não faço a mínima ideia! Talvez um gordo sem serventia! Hehehehe

Moisés por Moisés: uma pessoa séria nos momentos necessários e um cara amigo e brincalhão no resto do tempo.

 

Ingressos para o The Rugby Championship 2014

16/07/2014
Ingressos para o The Rugby Championship 2014
Já começou a venda de ingressos para acompanhar os Pumas no The Rugby Championship 2014.
O ex 3 Nations que confrontava aos All Blacks (Nova Zelândia), Springboks (África do Sul) e Wallabies (Austrália), chega a sua terceira edição com a participação do selecionado argentino de rugby.
 
Para os interessados em ver as melhores seleções do mundo bem perto do Brasil, a UAR divulgou hoje informações sobre a venda de ingressos.
O primeiro lote está sendo oferecido com desconto de 20%, e será possível adquirir com este benefício até alguns dias antes de cada partida.
Confira as datas limites para comprar os ingressos com desconto:
  • Argentina x África do Sul, em Salta – ingressos com desconto até 8 de agosto;
  • Argentina x Nova Zelândia em La Plata – ingressos com desconto até 19 de agosto;
  • Argentina x Austrália em Mendoza – ingressos com desconto até 26 de agosto.

Após estas datas, os ingressos serão comercializados sem o desconto até o dia dos jogos, ou até acabarem. Lembrando que nas partidas de Los Pumas x All Blacks, nas duas edições anteriores o estádio foi completamente lotado.

Os ingressos serão vendidos online em:  www.tuentrada.com ou na seção "TICKETS" da web oficial da UAR, www.uar.com.ar.


As partidas dos Pumas na Argentina são as seguintes:

  • Sábado 23 de agosto: Los Pumas x África do Sul, 16h40m no estádio "Padre Ernesto Martearena", Salta.

  • Sábado 27 de setembro: Los Pumas x Nova Zelândia, 19h10m no estádio "Ciudad de La Plata", Buenos Aires.
  • Sábado 4 de octubre: Los Pumas x Austrália, 19h40m no estádio "Malvinas Argentinas", Mendoza.

Os All Blacks são os atuais e únicos campeões da competição, tendo conquistado as edições do Rugby Championship de maneira invicta, em 2012 e 2013.

 

123456789101112131415161718192021222324252627282930

Compre por Marcas

Sulback Rugby
Na sulback.com você irá encontrar artigos e produtos de rugby tanto para a prática do esporte, quanto para moda casual, aqui você irá encontrar seus suprimentos de rugby que você já procurou e com o melhor preço.
Mobile Store
A Mobile Store é a nossa loja física, que você vai encontra-la em jogos e campeonatos. Levamos até os atletas tudo os materiais que precisam para praticar o esporte. Confira as datas e locais onde estaremos, em nossa página do Facebook: www.facebook.com/sulback
Rua Angelo Briani, 51 - Jardim Itália - Caxias do Sul - 95030-050
CNPJ: 14.220.328.0001/28